A vida se torna vazia quando nos jogamos fora aquilo que tinhamos e nunca percebemos que tinhamos, ou que nunca tivemos e nunca percebemos.
Sou assim, fugo de mim. Eu lutei, talvez de modo errado, mas
lutei. Não tenho vergonha de dizer que lutei, eu lutei; não tenho
vergonha daquilo que fui, do que senti, nem das vezes em que sem saber
bem o que fazer eu tentei. Por amor, por julgar que havia esperança.
Havia? Ou foi apenas um eu querer que houvesse?
Hoje se eu disser que não sofro, estou a mentir. Mas não há uma luz, um sinal, que devolva
aquele fio de esperança, se eu houvesse, eu tentava fugindo de mim, fugindo de ti,
muitas vezes fingindo algo que não sinto, para não ter que admitir que é
impossível esquecer-te.
Não sou perfeito, ninguém o é, apenas amo.
Nunca entendi porque era tão difícil aceitar-me como sou. Hoje eu entendo, porque quem ama, nunca desiste.
Quem desiste é porque não tem motivos para lutar.
Eu não desisti, eu não desistiria nunca, se ao menos um dia eu soubesse que ainda havia esperança pelo que lutar.
E a vida segue vazia sem ti.
Sem comentários:
Enviar um comentário